Vídeo mostra agressão em escola no Rio; polícia investiga intolerância religiosa A Polícia Civil investiga um caso de agressão contra uma estudante menor de idade adepta do candomblé. Um vídeo mostra a vítima sendo agredida por cinco estudantes.

A 43ª DP (Guaratiba) investiga se a agressão foi motivada por intolerância religiosa. O caso aconteceu no dia 17 de junho, no Colégio Estadual Arnoldo Abruzzini da Fonseca, em Sepetiba, na Zona Oeste.

Em depoimento à polícia, a mãe da adolescente afirmou que a filha já havia se envolvido em discussões com colegas por causa de sua religião. Segundo ela, no entanto, esta foi a primeira vez que a estudante sofreu agressões físicas.

De acordo com o relato, a jovem foi atacada com socos, chutes e puxões de cabelo. A mãe também informou que a filha recebeu fotos compartilhadas em um grupo de WhatsApp de alunos da escola.

Entre elas, havia uma foto da adolescente usando roupas utilizadas em rituais do candomblé. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Polícia investiga intolerância religiosa em escola estadual do RJ Reprodução O exame de corpo delito da jovem apontou lesões no braço esquerdo e na coxa esquerda, por meio de ação contundente. A delegacia já trabalha na identificação dos envolvidos, que também são menores de idade.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que testemunhas estão sendo ouvidas, e agentes realizam outras diligências para esclarecer os fatos. Já a Secretaria de Educação afirmou que abriu uma sindicância para apurar os fatos.

Informou ainda que avalia a transferência das alunas envolvidas para outras unidades e que está em contato com a família da vítima para prestar o acolhimento e apoio necessários (leia a nota na íntegra mais abaixo). Nota da Seeduc "A Secretaria de Estado de Educação abriu uma sindicância para apurar com rigor todos os fatos, inclusive para que sejam apuradas as transferências das alunas para outras unidades, tratando como inadmissível qualquer tipo de discriminação e violência em ambiente escolar.

A Seeduc lamenta o ocorrido, repudia qualquer forma de preconceito, discriminação e violência dentro e fora da escola. A pasta já está em contato com a família da vítima para prestar acolhimento e o apoio necessário.

A secretaria reforça ainda que realiza iniciativas para conscientizar os alunos e servidores sobre o tema através da “Cartilha Contra a Intolerância Religiosa” que tem como base o Estado laico e a liberdade de crença e de culto religioso, previstos na Constituição Federal." Ex-deputado comenta O ex-deputado estadual e federal, Átila Nunes, comentou o caso nas suas redes sociais. Ao g1, ele afirmou que o preconceito religioso vem sendo estimulado no Brasil há mais de 4 décadas por quem crê que as religiões de matriz africana são a "personificação de todos os nossos males." "Por ser da família do axé, ela (a vítima) foi ridicularizada por um grupo de adolescentes que, com certeza, são de famílias que creem que só existe uma verdade religiosa: a deles." 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular.

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