Câmeras registram espécies raras de mamíferos no Parque Estadual da Pedra Branca

Câmeras registram espécies raras de mamíferos no Parque Estadual da Pedra Branca Nesta sexta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, os cariocas têm o que comemorar. Com ações de reflorestamento e combate à caça no Parque Estadual da Pedra Branca, um trecho preservado da Mata Atlântica, espécies raras de mamíferos foram registradas em uma das maiores reservas urbanas do mundo.
Um dos flagrantes é do menor felino selvagem do país: o gato-do-mato-pequeno. Outras imagens mostram pacas, que estão na lista de animais em situação de vulnerabilidade, saindo de uma toca à procura de água e alimento.
Os animais foram filmados em uma área com quase 12,5 mil hectares, que abrange 17 bairros das zonas Oeste e Sudoeste do Rio. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Câmeras registram espécies raras no Parque Estadual da Pedra Branca Reprodução/TV Globo As câmeras registraram ainda a presença de espécies raras, como o tapiti, o único coelho nativo do Brasil. O animal tem hábitos noturnos e se alimenta de folhas, frutos e cascas, o que ajuda na dispersão de sementes e contribui para o equilíbrio ambiental.
Já o furão-pequeno, que vive em tocas, é ativo durante o dia. Os cachorros-do-mato, que começam suas atividades ao anoitecer e nunca haviam sido vistos no local, também foram flagrados pelas lentes.
A instalação das câmeras foi feita por uma ONG que atua na conservação da Trilha Transcarioca, que passa pelo Parque da Pedra Branca. “Com esses registros a ideia é trabalhar a conservação dessas espécies, principalmente do gato do mato e outras espécies também ameaçadas”, fala o biólogo Diego Monsores. A convivência entre cidade e floresta muitas vezes é difícil.
Mas os registros da presença de mamíferos no trecho de Realengo do Parque Estadual da Pedra Branca são animadores. Nos últimos 3 anos, 21 espécies foram avistadas na área, integrantes da fauna de uma das maiores florestas urbanas do mundo.
Parque Estadual da Pedra Branca Reprodução/TV Globo Para o Inea, o aumento da presença de mamíferos é resultado de ações de reflorestamento e combate à caça. “Se a gente consegue controlar, coibir a caça e coibir o assédio desses bairros, dessas regiões a essas florestas, a tendência que a gente descobre é que essa floresta é capaz de sobreviver nos seus elementos principais. Então, essas populações conseguem ir se recobrando”, explica o gerente de Fauna do Inea, Marco Gonçalves.
Buscar um ambiente de equilíbrio para os animais, incluindo os humanos, é o que o tatuador Marcos Mieiro procura a cada visita ao parque. “Mais pessoas podem conhecer e mais pessoas podem ter esse gosto de preservar aquilo que também é nosso.” 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe.
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Información de G1 (Brasil). Edición y redacción: Noticias Today.
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